Taiá

Arca del Gusto
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Taiá

Il nome scientifico della taià, detta anche mangarito, è Xanthosoma sagittifolium. É una pianta sempreverde tropicale, che può arrivare fino ai due metri di altezza. La taià è particolarmente apprezzata per la bellezza delle sue foglie chiamate taioba a forma di cuore, il cui colore varia dal verde scuro al viola scuro con delle marcate nervature e ampi lembi lucidi. La taià viene coltivata nella quasi totalità del Brasile, ma non a larga scala. È una pianta tropicale che ha bisogno di temperature comprese tra i 25-28 gradi centigradi (non tollera temperature inferiori ai 15 gradi). I tuberi di taià possono essere raccolti circa 80-100 giorni dopo la semina, che avviene in periodi differenti in base alla regione geografica (settembre – novembre nel sud e sud-est del Brasile, settembre – febbraio nelle regioni centrali e dell’ovest, tutto l’anno nelle regioni più calde).

Le foglie di taià sono un’ottima fonte di minerali e vitamine ed hanno un gusto simile a quello dello spinacio. Sono una parte importante della cucina locale dei piccoli villaggi, dove vengono utilizzate al posto di spinaci o cavolo. Le taioba possono essere utilizzate in una grande varietà di preparazioni: frittelle, preparazione di torte salate, stufati, ecc. La preparazione tradizionale più diffusa prevede che le taioba, e i loro gambi, siano saltati in padella con l’aggiunta di poco olio e solo se necessario dell’acqua. Vengono poi consumate una volta ammorbidite. I tuberi della taià sono invece utilizzati meno comunemente nella cucina locale, anche perché il loro potenziale nutritivo è inferiore rispetto a quello delle foglie.

Nonostante la taià sia facilmente reperibile in natura, risulta sempre più difficile acquistare taioba e tuberi della pianta; questo perché non tutti sanno riconoscere la differenza tra le varietà commestibili e quelle non commestibili. Inoltre, sono sempre più comuni il consumo e la coltivazione di varietà ortofrutticole derivanti dai processi di globalizzazione, penalizzando quindi le varietà tradizionali e locali.

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A taiá (Xanthosoma sagittifolium), da família Araceae, possui em torno de 100 gêneros e 1.500 espécies, distribuídas em diversas regiões do planeta, principalmente nos trópicos, em ambientes úmidos e sombreados. O CORREA (1978) define esta planta como possuindo um caule ereto, com cerca de 1m de altura; com mais ou menos 1m de comprimento, verde; folha oval-sagitada, como um coração, com 40 – 50cm de comprimento, um pouco menor na largura, com tubérculos semi-ovais coberto de pequenas raízes.Possui nervuras laterais na folha, reunidas em nervura coletiva; pedúnculo com cerca de 20cm de comprimento por 1cm de espessura. Conforme a espécie, os túberos secundários podem atingir até 15 a 25cm de comprimento, de forma globular, oval, cilíndrica, e elíptica.A principal doença que ataca o taiá é a bacteriose, identificada no laboratório de fitopatologia do Centro de Ciências Agrárias, em Florianópolis, como sendo Erwinia, a qual os agricultores conhecem popularmente como “murchadeira”. Entretanto, esta doença não ocorre quando se sombreiam as plantas nos consórcios.
As folhas das plantas do gênero Xanthosoma apresentam um alto potencial de fornecimento de minerais, que é desconhecido para a maioria de nossa população. As folhas também podem ser usadas como alimento, cozidas como carurú, e as folhas mais novas, recém abertas, são as mais saborosas, menos agressivas no sabor e recomendadas por conterem menor teor de ácido oxalico - a presença deste ácido é abundante em folhas mais adultas (maiores) e pode gerar desde incomodos à sensação de asfixia nas folhas muito antigas.
Em Santa Catarina, a produção está localizada no Litoral Norte (Joinville), Médio e Alto Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Litoral Centro (Águas Mornas, Alfredo Wagner, Antônio Carlos, Biguaçú, Santo Amaro da Imperatriz, São Pedro de Alcântara, Tijucas e Urubici), sendo Joinville, Antônio Carlos e São Pedro de Alcântara os principais municípios produtores.
A tradição de manejo desta planta no vale do Itajaí é muito antiga, sendo cultivada por várias gerações de indígenas e posteriormente imigrantes Europeus. O nome da cidade de Itajaí é dado por muitos devido à presença dos Taiás, sendo nomeada pelos indigenas como Itajahy - Rio dos Taiás.
Os produtores identificaram cinco espécies de taiá, sendo duas as mais conhecidas e usadas: taiá branco e o taiá roxo, sendo o branco considerado o melhor, pois possui maior teor de umidade. O taiá-vermelho depois de ser cozido e frio, torna-se muito rígido e pouco adequado ao consumo. O taiá poleiro quando cozido exala um cheiro de galinheiro. A identificação visual do taiá poleiro é através de uma faixa preta que as plantas possuem na parte interna de seu pecíolo. Constatou-se que os produtores utilizam os sentidos (tato, olfato, etc.) para proceder a identificação, conforme MARTIN (1995). O taiá louco é considerado também impróprio para o consumo de animais, pois suas folhas podem causar intoxicação em suínos, com ocorrência relatada de morte de animais. Sua característica é a intensa cor verde escura da planta.
No Vale, o tubérculo é amplamente consumido, enquanto no litoral, consome-se também as folhas, muitas vezes chamada de Taioba.
Para o plantio, os meses de agosto, setembro e outubro são recomendados, sendo outubro considerado o melhor mês. A colheita é realizada nos meses de maio, junho, julho, e as plantas podem ser deixadas no solo para serem colhidas mais tarde. Os solos preferenciais para seu cultivo são áreas novas, de coivara, de encosta, com menor teor de umidade As formas de cultivo variam: pode ser consorciado com a cultura da banana, com a cultura do cará, com café, laranja e outras plantas altas, para aproveitar a sombra.
Os produtores reportaram que o consórcio de taiá com cará (como é chamado o Inhame em diversos locais em Santa Catarina, não é o cará aéreo) era feito por seus avós, há muitos anos atrás. No consórcio com o cará , as plantas de taiá são espaçadas de 1 x 1m e entre as filas do taiá, é inserida uma planta de cará a cada 2m. É necessário colher 10 a 15 plantas para encher uma caixa de 20kg. Levando-se em conta este cálculo, pode-se estimar um rendimento de 16 ton/ha.
O produto ainda é encontrado em boa parte das feiras do estado de Santa Catarina. As produções se concentram muito em poucas variedades de raízes e tubérculos como o aipim, a batata e a batata doce, pois permeiam melhor nos grandes mercados consumidores, deixando os tubérculos nativos e tradicionais em segundo plano sendo somente comercializados em pequenas feiras de agricultura familiar e produtos coloniais, fato que está fazendo com que ano após ano, geração após geração, o conhecimento de cultivo e preparo destes produtos vá desaparecendo.
Em todo o Vale do Itajaí, no período de inverno, os taiás estão presentes nas refeições dos moradores e camponeses. Em Joinville, por exemplo, é comum o preparo de nhoque de taiá. Em Ilhota e locais rurais do Vale do Itajaí, o taiá é preparado na forma de taiá käse (queijo fundido da imigração alemã com o taiá cozido). O preparo das folhas de taiá é mais conhecido por produtores de origem açoriana, que o utilizam refogadas como espinafre, até que desmanchem, ou no preparo de morcela (lingüiça) como parte de seu recheio. As folhas escolhidas para o preparo devem ser bem novas e de cor clara, e a água de cozimento deve ser trocada três vezes por segurança, para eliminar os cristais de oxalato de cálcio.

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Ortaggi e conserve vegetali

Segnalato da:Maria Ribeiro Capai, Claudia Nunes de Mattos, Thiago Dias Francisco, Jaqueline Guesser Todescato