Marolo

Arca del Gusto
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Araticum

Conosciuto anche con il nome di araticum, araticum-de-tabuleiro, cabeça de negro, pinha, panam, (e con il nome scientifico Annona crassiflora mart), è un frutto tipico del cerrado brasiliano. Introdotto nel 1626 a Bahia dal conte di Miranda e nel 1811 a Rio de Janeiro da un agronomo francese, poco per volta si è diffuso in altre zone e si è adattato in particolare ai terreni di Paraguaçu (nello stato del Minas Gerais). La popolazione di questo municipio si è specializzata nella sua raccolta e nella sua trasformazione e, proprio qui, il marolo è diventato una fonte di reddito importante per molte famiglie e un simbolo identitario. Perfino una scuola di samba (una delle principali attrazioni del carnevale di questa regione) ha il nome di questo frutto. Non a caso questo municipio è anche conosciuto come “Terra del marolo”. Questo frutto, tuttavia, si può trovare anche in altri stati: Mato Grosso do Sul, San Paolo, Goiás, Distretto Federale e Bahia.

L’albero del marolo ha un’altezza che va dai 6 agli 8 metri e un diametro (della chioma) tra i 2 e i 4 metri. Produce dai 30 agli 80 frutti, con una dimensione che varia tra i 9 e i 15 cm di diametro e un peso che va dai 500 grammi ai 4 chili e mezzo.

La buccia è spessa e, quando il frutto è maturo, ha colore marrognolo. All’interno la polpa può essere bianca, giallo o rosa, contiene diversi semi neri e lucidi e ha consistenza morbida e viscosa.

Il marolo si raccoglie tra febbraio e marzo. Si può mangiare fresco, ma è anche ingrediente di liquori, succhi, sorbetti, dolci, piatti salati e dolci. La prima produzione artigianale di liquore di marolo risale al 1912, grazie ad una sperimentazione di Nestor Eustachio Andrade. Nel 1981 il nipote di Nestor ha ripreso la produzione con la ricetta originale.

Le coltivazioni di marolo a scopo commerciale sono rare. Questo frutto si raccoglie perlopiù da piante spontanee. Si tratta di un prodotto a rischio di estinzione per via del degrado dell’ecosistema in cui cresce e a causa della diffusione delle monocolture. In particolare, è spesso sostituito dalle piantagioni di caffè, più redditizie.

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Dependendo da região de ocorrência, leva o nome de araticum-do-cerrado, articum, pinha, ata, panã, marolo, condessa ou bruto. Seu nome deriva do tupi e significa “árvore rija e dura, fruto do céu, saboroso, ou ainda fruto mole”, visto que sua polpa é branca, viscosa e mole quando maduro.
O araticum é uma árvore da família das Annonaceae, conhecida como araticunzeiro ou maroleiro, parente da famosa pinha ou fruta-do-conde (Annona squamosa). Pode atingir até 3,5 metros de altura e ocorre de forma descontínua em todo o cerrado brasileiro. Suas raízes são do tipo axial, e atingem grandes profundidades no solo em busca de água e nutrientes, seus galhos são tortuosos, a casca é corticosa, fendida e grossa, suas folhas são ovadas e coriáceas (grossa, parecida com o “couro”).
A planta tem preferência por regiões de cerrado com menor déficit de umidade, como no centro e norte de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, pequena parte do interior de São Paulo e em partes isoladas de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e leste da Bahia. Mas é em Minas Gerais que o fruto é típico e muito apreciado.

A floração ocorre de setembro a novembro e a frutificação nos meses de novembro a março. A flores são polinizadas por insetos (polinização entomófila), sobretudo os besouros (Cyclocephala atricapilla). A árvore não produz grande quantidade de frutos, mas em compensação, estes podem alcançar até 2kg cada um.

Os frutos são grandes, tem a polpa adocicada, rica em ferro, potássio, cálcio, vitamina C, vitamina A, vitamina B1 e B2. Costumam cair dos galhos quando maduros e podem ser coletados do chão. A fruta é coberta por uma casca marrom, bem grossa. A polpa pode ser de dois tipos: rosada, mais doce e mais macia ou amarelada, menos macia e um pouco ácida. Suas sementes, pretas e lisas, aparecem em grande quantidade nos frutos.

Pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pela Universidade Católica de Goiás (UCG) identificaram no araticum antioxidantes que ajudam na prevenção de doenças degenerativas.

Além disso, folhas e sementes do fruto são utilizadas popularmente para conter a diarréia, induzir a menstruação e para combater reumatismo, úlcera e até câncer de pele.

Infelizmente, muitos araticunzeiros estão sendo arrancados em razão do desmatamento, da expansão das fronteiras agrícolas e da pecuária no cerrado. Como a semente demora muito para germinar (em torno de 300 dias), o risco de desaparecimento desta espécie é alto, e o cultivo requer intervenção humana ou ações que favoreçam sua preservação.

O cerrado já ocupou uma área de 2 milhões de km2 no território brasileiro, mas hoje encontra-se reduzido à aproximadamente 800 mil km2, resultado da exploração intensiva dessas terras. A conservação deste bioma é essencial para a sobrevivência do araticum e diversos outros recursos naturais, e a manutenção do conhecimento popular e da tradição local de consumo e preparação de receitas pode representar um importante incentivo à conservação de sua área de ocorrência.

Em algumas regiões, como em Minas Gerais, como Belo Horizonte, Montes Claros, municípios de Paracatu, João Pinheiro, Paraguaçu e Chapada Gaúcha, o fruto é típico e muito apreciado, utilizado ao natural ou no preparo de sucos, sorvetes e doces. Com a polpa também são produzidas bolachas, geleias, sucos, licores, bolos e várias outras preparações. A cidade de Paraguassu, no interior do estado, organiza anualmente uma festa dedicada ao fruto que envolve venda de produtos, gastronomia e atividades culturais. Na época da frutificação, é consumido pelas populações locais e comercializado em feiras, festas tradicionais ou à beira das estradas que cortam o cerrado.

O quanto em toda vereda em que se baixava,
a gente saudava o buritizal e se bebia estável.
Assim que a matalotagem desmereceu em acabar,
mesmo fome não curtimos, por um bem: se caçou boi.
A mais, ainda tinha
araticum maduro no cerrado.

Guimarães Rosa (Grande Sertão)

Territorio

NazioneBrasile
Regione

Goiás

Maranhão

Minas Gerais

Area di produzione:em Português

Altre informazioni

Categorie

Frutta fresca, secca e derivati

Segnalato da:Ana Paula Caetano Jacques, Luciana Rodrigues Pinto Coelho Gambarini, Jean Marconi, Ligia Meneguello