Fagiolo Guandu

Arca del Gusto
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Feijão-Guandu

Originario dell’Asia tropicale, il fagiolo guandu (Cajanus cajan) è una specie altamente adattiva che predilige i climi caldi e umidi. Coltivato solo su scala domestica, è assai diffuso nei sistemi agroforestali ed è utilizzato per la concimazione verde data la sua efficacia per la fissazione dell’azoto nel suolo. Specie arbustiva dai fiori gialli, presenta foglie trifogliate con una lunghezza di 10 cm; alcune caratteristiche come il portamento, il ritmo di crescita e i semi, differiscono a seconda della varietà.
I baccelli sono di colore verde tendente al marrone e di forma allungata, per una lunghezza di 8 cm e un diametro di 1,4 cm; contengono dei semi sferici dal diametro di circa 5 mm la cui colorazione varia in funzione dello stadio di maturazione, dal bianco al castano scuro quando il frutto è maturo. I semi, o fagioli, si caratterizzano per il sapore intenso e la testura particolarmente compatta da secchi. Per estrarre i fagioli in genere ci si serve di un coltello con cui aprire i baccelli, che dopo la raccolta vengono lasciati seccare al sole negli orti familiari; i fagioli vengono quindi insaccati e sono pronti per la vendita nei mercati. L’estrazione dei semi può avvenire nello stesso luogo del raccolto o anche ai banchi di vendita.
Sia la raccolta che l’estrazione sono processi interamente manuali. Mentre i baccelli sono destinati al consumo umano, le foglie e il caule vengono impiegati per la produzione di mangimi. Il fagiolo guandu viene commercializzato al naturale presso i mercati e le fiere della regione, dove si acquista tradizionalmente nel “litro”, unità di misura tipica dei banchi di vendita locali, data dalla capacità della latta di olio usata come recipiente.
In passato questo fagiolo era assai diffuso nelle zone rurali del Nordest e molto frequente negli orti familiari; oggi la coltivazione sopravvive solo nel Recôncavo Baiano, dove la gastronomia locale ne fa largo uso.
Utilizzato come coltura consociata, al di là della sua utilità per la concimazione verde il fagiolo guandu rappresenta in genere solo una piccola integrazione al reddito degli agricoltori; la tendenza è quindi a sostituirlo con colture più redditizie. Nella regione di Vale do Jequitinhonha (tra Minas Gerais e Bahia), questo fagiolo è profondamente legato alla cultura locale, essendo ben radicato negli usi alimentari regionali e rappresentando una buona quota della produzione familiare. Per questo è importante tutelarne la coltura e far sì che oltre alla sua utilità come azotofissatore, il fagiolo guandu sia apprezzato anche come forte simbolo dell’identità locale e agente fondamentale per la sovranità alimentare della regione.
Il piatto più tipico della tradizione di Vale do Jequitinhonha è una farofa fatta con fagioli guandu, farina di manioca, torresmo (a base di pelle di maiale) e prezzemolo. Alimento di spicco in diverse ricette, dato il suo sapore pronunciato, si accosta particolarmente bene ai condimenti tipici della regione nordorientale di sertão (territorio semiarido). Viene spesso consumato, da secco o dopo ammollo, condito con pepe e coriandolo e accompagnato da altro cibo proteico, in genere carne di porco.
Grazie alla sua elevata resistenza alla siccità, nelle zone rurali del Recôncavo Baiano il fagiolo guandu si è imposto come uno dei principali alimenti delle popolazioni locali; tradizionalmente viene consumato fresco, cotto in acqua con aglio e sale e servito con carne di pollo ruspante. È anche diffuso, presso alcune comunità del luogo, l’uso di essiccare i fagioli dopo la raccolta per garantirne la conservazione più a lungo. Un’altra ricetta tradizionale dell’entroterra semiarido baiano è il feijão-guandu cotto nel latte di licuri, palma endemica del Brasile.

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Originário da Ásia Tropical, o feijão-guandu (Cajanus cajan) possui ampla adaptação, tendo preferência por climas quentes e úmidos. É cultivado apenas em escala doméstica e bastante usado em sistemas agroflorestais como adubação verde, já que é ótimo para a fixação de nitrogênio no solo. A espécie é uma planta arbustiva, de flores amarelas e folhas trifoliadas com 10 cm de comprimento, porém algumas variedades apresentam variações de porte, hábito de crescimento e características de sementes.
As vagens do feijão possuem coloração verde tendendo para o marrom, de formato alongado, com cerca de 8 cm de comprimento e 1,4 cm de diâmetro. Dentro das vagens encontram-se sementes esféricas, com cerca de 5 mm de diâmetro, de coloração que varia, conforme a maturação, entre o branco e o castanho-escuro, quando madura. Tais sementes são chamadas de feijão-guandu de sabor singular e textura dura quando seca. As vagens são secas ao sol ainda nas unidades familiares; é colhido em um processo simples que pode ser realizado ainda na fazenda, sendo comumente feito já nas feiras livres. A coleta das sementes é realizada com o auxílio de uma faca ou tesoura, cortando-se as vagens. Então é ensacado e comercializado.
A colheita é realizada artesanalmente, onde toda a parte superior é removida. As folhas e caules são destinados a produção de ração animal, enquanto as vagens são destinadas para consumo. É comercializado in natura, em feiras livres da região, geralmente no litro, unidade de medida típica de feiras livres, onde o “litro” se refere a uma lata de óleo que é preenchida com o feijão.
No Nordeste seu cultivo era muito comum nos quintais das famílias rurais. Hoje, o cultivo se mantém no Recôncavo Baiano, sendo bastante empregado na gastronomia local.
Por estar sendo empregado como cultura consorciada, muitos agricultores atualmente tem o feijão-guandu apenas como um complemento de renda e adubo verde; nesse sentido há um movimento de migração para outras culturas mais rentáveis. Na região do Vale do Jequitinhonha (entre Minas Gerais e Bahia) está intimamente ligado a cultura local, estando presente nos hábitos alimentares e representando boa fatia da produção de unidades familiares. Por isso, faz-se necessário proteger essa cultura, para que o feijão-guandu não se torne apenas um adubo sustentável, mas continue sendo um importante agente da identidade regional, garantindo a soberania alimentar na região.
O prato mais tradicional no Vale do Jequitinhonha é uma farofa feita com o feijão-guandu, farinha de mandioca, torresmo e cheiro-verde. Por ter sabor forte, atribuindo-lhe a característica de ator principal em um prato, combina especialmente com os temperos da região do sertão nordestino. Além disso, pode ser consumido seco, ensopado, temperado com pimenta, coentro e alguma proteína, geralmente carne de porco.
No Recôncavo Baiano, o feijão-guandu é um dos pratos principais no meio rural, pela sua resistência à seca. Tradicionalmente ele é consumido fresco, cozido com água, alho e sal, servidos com galinha caipira. Porém, muitas comunidades secam o feijão para seu sustento pós safra. Outra receita típica é o andu cozido no leite do licuri, comum em algumas comunidades do semiárido baiano.

Territorio

NazioneBrasile
Regione

Bahia

Minas Gerais

Altre informazioni

Categorie

Legumi

Segnalato da:Nadiella Monteiro