Cerrado Kalunga Vanilla

Ark of taste
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Baunilha do Cerrado

Wild vanilla was traditionally consumed as a tea by the Kalunga indigenous people, living in the Brazilian cerrado. It is unclear which species it belongs to; whether it is Vanilla planifolia, like the other vanillas cultivated around the world, or if it belongs to Eulophia palmicola, a species which is also part of the Orchidaceae family, but native to humid tropical forests, in the Americas as well as other continents.
It needs to be pollinated manually.
Only in recent years, for about a decade, this type of vanilla has been discovered by chefs, which have now started to use it as a flavoring in sweets or other dishes, just like they normally would bourbon vanilla, therefore increasing its demand on the market substantially.

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A baunilha do Cerrado (Vanila edwalli), conhecida também como “baunilha banana” possui raízes grossas e aéreas, sementes crustosas, sem asas, folhas ovais em forma de lança e de cor verde escura; suas flores são verde-amareladas geralmente isoladas nas axilas das folhas, e o fruto - a ‘fava’ da baunilha - mede de 20 a 25 cm de comprimento e tem o formato alongado; tem aroma rico, superfície oleosa e é suave no toque. Diferencia-se de outras Vanilla por causa dos caules delgados, labelo tribolado, elipsoide. De hábito terrestre, subindo nas árvores apoiada por raízes aéreas. Segundo populares, cresce mais em árvores frutíferas e em locais frescos próximos de água, como brejos.
A baunilha do Cerrado tem uma relação forte com a história de cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho. A baunilha é usada na aromatização de diversos tipos de alimentos, mas principalmente de doces como sorvetes, chocolates, bebidas e bolos; não apenas interfere no sabor final do prato como permite a conservação dos alimentos; também é usada em perfumaria e em menor escala como planta medicinal. Na cidade de Goiás é mais usada como planta medicinal, bastante requisitada para tratamento de tosses e pneumonia, em chás e xaropes. Também é usada em práticas do candomblé. Quando a “banana” (favo) estiver madura, é preciso esperar em torno de 10 dias para que ela desidrate e possa ser colocada em conservas com açúcar, que podem durar anos. O açúcar costuma ser usado no leite e em mingais.
Os moradores mais antigo de cidade de Goiás estão mais familiarizados com a baunilha e sua importância para a história local do que a população jovem. Por ser encontrada apenas em áreas específicas de matas próximas à Serra Dourada, em volta de cidade de Goiás, poucos “apanhadores” - pessoas que vivem em chácaras na região - conseguem localizá-las e vendê-las. Seriam em torno de seis. Alguns moradores têm a planta em casa, em quintais, mas para consumo na própria família ou venda de xaropes.
A baunilha do Cerrado é de difícil cultivo e muito raro: encontrada e comercializada em sua forma selvagem principalmente entre março a maio (nos outros meses é encontrado apenas em conserva); como seu aroma foi sintetizado em laboratório, seu cultivo é pouco incentivado, ficando restrito a áreas especificas do Cerrado, que está ameaçado pela expansão da agropecuária. Uma planta demora até cinco anos para dar fruto, segundo populares. E é bastante visada por macacos e pássaros, por seu aroma forte, o que desestimula moradores a plantá-las. Na área urbana de cidade de Goiás, muitos que resolveram plantar enfrentaram problemas recentes com a lesma preta e desistiram.
As dificuldades em seu cultivo (é preciso, por exemplo, polinizá-la manualmente) e ao seu alto custo (um quilo - o equivalente a 20 “bananas” - pode chegar a R$ 500 fora de Goiás); tem-se priorizado a substância sintética que reproduz seu aroma.
No que se refere à polinização e ao crescimento das favas, cabe destacar que as favas são colhidas ainda verdes e passam por um longo processo de secagem, maturação e fermentação, que chega a durar meses antes de se transformarem nas conhecidas favas marrons e adocicadas; o processo para ressaltar seu perfume precisa passar por muitas manipulações, como calor inicial, secagem ao Sol, ser curada na sombra, seleção e empacotamento.; Por causa da curta duração de suas flores, a polinização precisa ser manual, dentro de um período muito curto que pode chegar a apenas algumas horas; seu cultivo exige luminosidade intensa, umidade constante e doses constantes de fertilizantes; a rega deve ser durante o ano todo, sem período de repouso; pode-se acrescentar ao seu substrato detritos vegetais e terra arenosa.

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Categories

Spices, wild herbs and condiments

Nominated by:Agneor Luís Nascimento Maia, Barbara Lins Lima, Jean Marconi