Piquiá dell’Amazzonia

Arca del Gusto
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Piquiá

Il piquiá è un frutto dal forte valore identitario nella cultura tradizionale delle popolazioni paranensi.
La sua pianta, il piquiazeiro, è un albero dell’entroterra amazzonico che sviluppa un tronco largo, potendo raggiungere tra i 20 e i 45 metri d’altezza. Il frutto ha una forma tonda irregolare con una buccia aspra, di colore marrone tendente al verde e di dimensioni variabili (tra quelle di un’arancia e quella dell’abricó). Il piquiá possiede una polpa gialla, tenera e carnosa, che racchiude quattro grossi noccioli separati. Il consumo è molto diffuso e il frutto viene celebrato dai paranensi quando inizia la sua stagione. Il nocciolo contiene al suo interno un seme commestibile, dal sapore gradevole, che in genere viene consumato dopo la tostatura.
Il piquiazeiro fa parte della famiglia botanica delle Cariocaceae; è diffuso in tutta l’Amazzonia, ma la zona che presenta la più alta concentrazione di esemplari è la regione estuariale del Pará. L’albero fiorisce tra i mesi agosto e ottobre e fruttifica tra febbraio e aprile ad anni alterni, producendo dai 30 ai 150 frutti a seconda delle annate. Non esistono coltivazioni commerciali di piquiazeiro e la quasi totalità dei frutti viene raccolta direttamente nelle foreste native dell’Amazzonia.
Il legno è molto ambito per la costruzione di abitazioni, tetti, grondaie e piccole imbarcazioni a remi per la pesca artigianale, oltre ad essere impiegato per la fabbricazione di utensili e oggetti meccanici per i mulini.
È importante che il piquiá venga valorizzato e che si promuovano le diverse modalità di consumo come pratiche strettamente legate alla cultura amazzonica al fine di garantire la preservazione di questa specie. La devastazione della foresta amazzonica minaccia infatti l’esistenza dei piquiazeiro, così come quella di numerose altre specie fruttifere native non sufficientemente valorizzate, ma dotate di un grande potenziale sia dal punto di vista nutritivo che in termini di generazione di reddito per le popolazioni locali. Il piquiá merita davvero di essere riconosciuto come prodotto dell’Arca del Gusto per dare impulso ad azioni concrete che ne tutelino la sopravvivenza nella cultura alimentare dell’Amazzonia brasiliana.
Il frutto viene tradizionalmente consumato da cotto. In alcune zone, come l’isola di Marajó, è molto apprezzato come accompagnamento per la farinha-d’água. Può essere utilizzato in ricette come paté, bolliti con carne di pollo ruspante, o accostato ai suoi stessi semi tostati.

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O piquiá é um fruto identitário da cultura alimentar tradicional paraense. É fruto do piquiazeiro, árvore de terra firme na Amazônia, de tronco largo e que pode atingir entre 20 e 45 metros de altura.
O fruto possui formato irregularmente arredondado, com a casca de cor marrom esverdeada e áspera, e também de tamanho variado (entre uma laranja comum e o abricó). O piquiá possui uma polpa amarela e carnuda, tenra, que envolve os quatro grandes caroços separadamente. É amplamente consumido e festejado pelos paraenses quando chega sua época. O caroço possui uma castanha de sabor agradável, que pode ser consumida torrada.
O piquiazeiro pertencente à família botânica das Cariocáceas, ocorre em toda a Amazônia, mas a maior concentração conhecida de indivíduos está na região estuarina do estado do Pará, onde a floração ocorre entre os meses de agosto e outubro, com frutificação entre fevereiro e abril. A produção de frutos não ocorre todos os anos, consecutivamente. É comum os piquiazeiros “descansarem” em intervalos de um ano. De maneira similar, o número de frutos produzidos por safra também varia bastante, podendo chegar entre 30 e 150 frutos, por exemplo.
Não existem plantios comerciais de piquiá, sendo que quase a totalidade dos frutos é coletado diretamente nas florestas nativas pela Amazônia.
Sua madeira é muito cobiçada para a construção de casquinhos, montarias, canos e pequenas embarcações a remo para a pesca artesanal, assim como é empregada nos utensílios e objetos mecânicos das casas de farinha.
É preciso valorizar o piquiá e suas diversas formas de consumo como algo estritamente amazônico, para que sua conservação seja garantida. A devastação da floresta amazônica ameaça também ao piquiá, assim como a diversas outras espécies de fruteiras nativas não valorizadas, mas que apresentam grande potencial nutricional e de geração de renda para as populações amazônicas. Deve e merece ser reconhecido como produto na Arca do Gosto, para que sejam desenvolvidas ações para sua preservação na cultura alimentar da Amazônia brasileira.
O consumo tradicional é cozido. Em áreas como o Marajó é muito apreciado juntamente da farinha-d’água. Pode ser utilizado em receitas, tais como patês, cozidos com frango caipira, e suas castanhas torradas.

Territorio

NazioneBrasile
Regione

Amazonas

Pará

Altre informazioni

Categorie

Frutta fresca, secca e derivati