Jurubeba

Arca del Gusto
Torna all'archivio >

“Jurubeba” è un termine che deriva dal tupí "yú" spina e "peba" piatto, quindi pianta dalle spine appiattite e fa parte della famiglia delle Solanacee.
Originaria di Brasile e Guyana, la pianta si trova in tutta l’America tropicale, fino a Paraguay e Argentina.
L’albero può raggiungere i 3 metri di altezza, con spine ricurve sul tronco, foglie lisce e morbide, con una sorta di peluria nella parte inferiore, fiori lilla o bianchi e frutti che vanno dal giallo al verde.
Si diffonde spontaneamente grazie a uccelli e altri animali, si adatta a vari terreni e non richiede molte cure, cresce rigogliosamente e in maniera abbondante.
Ha proprietà curative contro l’anemia e i disturbi epatici e digestivi, ben note nella medicina popolare ed esplorate in cucina, dove è considerata un alleato anche contro gli effetti del consumo eccessivo di alcool e cibi pesanti.
Sotto forma di infusi e macerati, gli steli e le radici vengono utilizzati per scopi terapeutici e come tonico digestivo, mentre i frutti sono destinati all’alimentazione, previa bollitura per eliminare l’amarognolo e i tannini.
Nonostante le note proprietà e la facile coltivazione, la jurubeba è sempre meno presente in fiere e mercati e poco sperimentata in cucina. Il suo consumo diminuisce man mano che diminuiscono gli orti, le aiuole e le aree verdi nelle città e nelle aree periurbane, dove era solita nascere spontaneamente e con essa scompaiono anche i sapori e le tecniche di trasformazione.

Per il consumo di jurubeba si utilizzano i frutti ancora verdi e duri, bolliti varie volte in acqua per rimuovere parte dell’amarognolo. Dopodiché è possibile utilizzare i frutti conditi, saltati o cotti con altri ingredienti o sotto forma di conserve.
E’ comune la preparazione di stufati, con i frutti cotti con pomodoro, cipolle, prezzemolo e peperoni e di jurubeba con riso o carne macinata. Ottima anche condita con limone per il consumo in aperitivi, così come ingrediente per la preparazione di frittate.
In generale, la jurubeba si mantiene in vasi da conserva insieme alle spezie e si consuma al bisogno.

Torna all'archivio >
Jurubeba é um termo que deriva do tupi "yú", espinho, e "peba", chato; planta de espinhos achatados.
Nativa do Brasil e das Guianas, a planta ocorre em toda a América tropical, chegando até regiões do Paraguai e Argentina.
Faz parte da família das Solanáceas, que só no Brasil apresenta cerca de 350 espécies, entre elas a batata (Solanum tuberosum), o tomate (Solanum lycopersicum), a berinjela (Solanum melongena), o jiló (Solanum aethiopicum ) e o tabaco (Nicotiana tabacum).
É mais comum encontrar a jurubeba em estado arbustivo, mas a planta pode chegar até 3 metros de altura, com espinhos curvos no tronco, folhas lisas e macias, que apresentam uma espécie de penugem na parte inferior, flores da cor lilás ou brancas e frutos que vão do amarelo ao verde.
Se espalha de forma espontânea, levada por pássaros e outros animais, se adapta a terrenos variados e não exige muitos cuidados. Cresce de forma vigorosa e tem produção abundante.
A jurubeba é registrada na Farmacopeia Brasileira (compêndio que define as especificações para o controle de qualidade medicamentos e insumos para a saúde) como remédio contra anemia e para desordens hepáticas e digestivas.
Suas propriedades são bem conhecidas na medicina popular e exploradas também na culinária, onde a planta é considerada uma aliada para tratar os efeitos do consumo excessivo de álcool e de comidas muito pesadas.
Os talos e raízes são utilizadas para fins terapêuticos e como tônico digestivo (na forma de infusões e macerações em álcool) enquanto para a alimentação utilizam-se os frutos, após fervuras sucessivas que retiram parte do amargor e taninos.
Apesar das propriedades reconhecidas e fácil multiplicação e cultivo, a jurubeba é cada vez menos encontrada em feiras e mercados e pouco explorada na alimentação. Seu consumo diminui à medida que diminuem os quintais, canteiros e áreas sem cimentos nas cidades e zonas periurbanas, onde costumava nascer facilmente. Junto com ela, desaparecem os sabores e as técnicas para transformá-la em um ingrediente valioso, que sofre com o desinteresse e o desconhecimento de quem privilegia alimentos mais fáceis de se preparar.

Para o consumo da jurubeba utilizam-se os frutos ainda verdes e rígidos, fervidos (escaldados) sucessivas vezes em água (trocando a água de duas até cinco vezes, se necessário) para retirada de parte do amargor. Em seguida, pode-se utilizar os frutos temperados, refogados, cozidos com outros ingredientes ou para preparação de conservas.
É muito comum a preparação de guisados, com os frutos cozidos com tomate, cebola, cheiro verde, pimentão, entre outros. Entre as combinações mais clássicas, estão também a jurubeba cozida com arroz ou com carne moída. Também sugere-se temperá-los com limão para o consumo em aperitivos, além de ingrediente para a preparação de omeletes.
De um modo geral, a jurubeba permanece em vidros de conserva guardados juntos com os temperos, de onde os apreciadores retiram a quantidade de frutos desejada para acompanhar as refeições.

Altre informazioni

Categorie

Ortaggi e conserve vegetali

Segnalato da:Fernando Flávio Fernandes Rangel de Souza