Burití

Ark of taste
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Burití (Mauritia flexuosa) is a plant from the Arecaceae family, found throughout Central and South America. Locally it is known by various names, including moriche, carangucha, mirití, awuara, boche and aguaje. This is a very large palm tree – it can reach heights between 20 and 35 meters and a diameter between three and four meters – that holds significant cultural and economic value for the Cerrado people. In this ecosystem burití plants are found in places that retain a certain level of humidity even during the dry season. The palms’ clusters produce between 40 and 360 kg of fruit that has an oily pulp that can range from dark red to violet, with a firm, meaty flesh that is orange or yellow and brown seeds. The seeds are particularly rich in proteins and vitamins C and E. The oil is used to prepare cosmetics, like soaps and creams that are both antioxidant and anti-bacterial. The dehydrated pulp, on the other hand, is widely eaten raw or used to prepare various traditional dishes. For example, the tree’s trunk produces a starchy flour – called ipurana by the locals – that is used to prepare porridge, while the pulp of the fruit is mixed with other ingredients to prepare various deserts. Therefore the conservation of this tree is extremely important for the survival of both formal and informal markets in the Amazon region. The current threat to its survival is the necessity of creating huge new fields for raising cattle and pigs. Like many traditional plants, the burití and its fruits are the main attraction of numerous wedding ceremonies and the commemoration of the dead within the Apinayé de Goiás and Krikati tribes.

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O buriti ou miriti (Mauritia flexuosa) é uma planta de ampla distribuição no território nacional. A espécie habita terrenos alagáveis e brejos de várias formações, sendo encontrada com muita freqüência nas veredas, importante fitofisionomia do Cerrado. De grande porte, pode alcançar 30 metros de altura e ter um caule de espessura de até 50 cm de diâmetro. Possui folhas de mais de um metro de comprimento, com forma de leque, semelhante as almas de um coqueiro, as frutas possuem formato oval, medindo cerca 6 cm de comprimento com coloração avermelhada. A polpa do buriti é bastante densa de coloração alaranjada e, na maioria dos casos, apenas uma semente.
Esta fruta possui alto teor de Vitaminas A, B, C, cálcio, ferro e proteínas. O óleo do buriti é rico em caroteno e tem grande valor medicinal para as comunidades tradicionais, que a utilizam como cicatrizante e vermífugo. A polpa do fruto é saborosa e possui coloração alaranjada, sendo acompanhada, em geral, de um caroço, que é a semente da espécie. Em alguns casos, no entanto, podem ser encontrados dois caroços ou nenhum.
O buriti floresce quase o ano inteiro, mas principalmente nos meses de abril a agosto. Existem buritis machos e fêmeas. Os primeiros produzem cachos que apenas resultam em flores; já no caso das fêmeas, as flores se transformam em frutos. Ainda assim, é preciso aguardar aproximadamente um ano para que os frutos estejam maduros e aptos para a colheita, o que ocorre geralmente no intervalo de dezembro a fevereiro, possuindo produção de frutos bastante intensa. Segundo a EMBRAPA a produção pode gerar cerca de 5 a 7 cachos por ano, sendo que cada um deles geram entre 400 e 500 frutos. A colheita acontece quando o fruto se desprende do cacho, outro método de coleta do fruto é retirar todo o cacho e armazena-lo em local adequado para aguardar o período de maturação.
A árvore do buriti tem importante papel na economia regional, uma vez que serve de matéria prima para o artesanato, pois as folhas jovens produzem uma fibra bastante fina, conhecida como a “seda do buriti”. Dentre outras aplicações, os artesãos utilizam dessa fibra para produção de bolsas, tapetes, toalhas, brinquedos e semi-joias. O talo das folhas é utilizado também na fabricação de móveis, caracterizado pela qualidade e leveza.
O buriti possui uma participação gastronômica bastante peculiar, servindo como matéria prima para a produção de doces, suco, palmito, picolé e geleia. Para usar a polpa é necessário depois da higienização deixá-lo de molho 24 horas (trocando a água) até amolecerem. Retira a casca com as mãos ou raspe com a colher. Pode ser consumido in natura. Da polpa se faz-se o doce, geleia, pudim. Pode-se obter o açúcar do caule e do miolo do caule a fécula amilácea similar ao sagu. O beneficiamento também pode se dar através de fermentação alcoólica da polpa, produzindo vinho e licor. Além de ser consumida fresca, a polpa do buriti pode ser congelada, mantendo suas características e nutrientes preservados. O óleo da polpa pode ser utilizado para frituras, e da seiva açucarada, ainda é possível extrair sacarose cristalizada.

Other info

Categories

Fruit, nuts and fruit preserves

Indigenous community:Apinayé de Goiás e Krikati
Nominated by:Laíse Carvalho Silva, José Fábio Soares, Magda Rodrigues de Moraes