Sururu

Ark of taste
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“Sururu” mussels (Mytella guyanensis) are bivalves protected by two smooth shells of various colours; its flesh is very tasty with high nutritional value and rich in minerals like phosphorous, calcium, iron and iodine, vitamins and proteins. It grows in the mangrove ecosystem that surrounds the Riserva Marina Baía do Iguape nella Baía de Todos os Santos and in the Território Quilombola da Bacia, the Iguape valley south of Bahía.
The Quilombos people and fishermen who gather the shellfish have been living off oysters and sururu mussels for centuries.

There is even a coin called “Sururus”, used often during local events like the Oyster Festival to buy products or pay for meals. This innovative idea is to give value to the local culture, encouraging participants to eat local products and guarantee family income.

The mussels are eaten daily by locals and valued in regional dishes. They are sold all over the region, in street markets and other intermediaries who sell them in bars and restaurants. The Baía de Todos os Santos has suffered environmental threats because the water where sururus are farmed is contaminated by cement factories and by the extraction of oil and natural gas; the bay’s environmental harmony and local employment for popular income guarantees have to be preserved.

The mollusc is highly prized in Baia, where it is part of the local cuisine: eaten raw or cooked in salted water, it is the basis of many local dishes like stews or soups with sururus or shellfish, or in salads with vinegar dressing, or served in small portions as an appetiser.
A local dish that is famous for being an aphrodiasic is undoubtedly the “sururu broth”, made with a few greens.

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O sururu (Mytella guyanensis) é um molusco bivalente, protegido por duas conchas lisas e com coloração variada, diferente da ostra que possui uma concha grosseira e, na sua maioria, com coloração escura. A carne do molusco é muito saborosa e com um alto valor nutricional sendo rica em minerais tais como fósforo, cálcio, ferro e iodo, vitaminas e proteína.O sururu se desenvolve nos manguezais, podendo ser encontrado em mangues que são banhados por rio doce ou estuários, encontrado nas Costas do Nordeste como na Bahia de Todos os Santos, Sul da Bahia.

O sururu, é produto encontrado no ecossistema de manguezal no entorno da Reserva Extrativista Marinha Baia do Iguape, localizada na Baía de Todos os Santos e no Território Quilombola da Bacia e Vale do Iguape. As populações tradicionais de quilombolas e pescadores e marisqueiras artesanais vivem há séculos da coleta de vários mariscos e peixes como a ostra e o sururu.

O banco Solidário Quilombola do Iguape criou uma moeda chamada “Sururus”, muito utilizada quando ocorre eventos locais, tais como a Festa da Ostra ou ENAPEGS, Encontro Nacional de Pesquisadores Em Gestão Social. Com a moeda o participante pode comprar produtos dentro do evento ou custear os seu lanches e refeições. Essa ideia inovadora surgiu com o propósito de valorizar a cultura local, estimulando ao participante a consumir os produtos produzidos na comunidade, além de garantir renda para as famílias da comunidade.

O sururu é usado na alimentação diária das populações locais e muito apreciado na gastronomia regional. A produção é vendida para toda a região, em feiras livres e para atravessadores que revendem para bares e restaurantes. A Baía de Todos os Santos sofre ameaças ambientais, como a contaminação da água onde a população coleta o sururu, provocadas por grandes investimentos como fábricas de cimento além da exploração do petróleo e gás natural. Por isso a Baía deve ser preservada para manter a harmonia ambiental e para continuar sendo a fonte de trabalho e renda das populações.

O molusco é muito apreciado na Bahia, estando inserido na gastronomia local e em regiões de beira-mar. O sururu é um molusco utilizado como base para diversos pratos típicos, podendo também ser cozido em água e sal ou cru e incorporado no preparo de pratos como ensopados e moquecas de sururu. Esse marisco pode, inclusive, ser adicionado a pratos com peixes ou com outros mariscos sendo, chamados de moqueca mista ou mariscada.

O prato típico mais conhecido feito regionalmente é o "caldo de sururu", preparado com alguns vegetais é muito utilizado na gastronomia e conhecido popularmente como alimento afrodisíaco. O sururu também é utilizado em saladas à vinagrete ou comido cozido em porções pequenas como aperitivos. É sem sombra dúvidas referência nas cozinhas da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Maranhão.

Territory

StateBrazil
Region

Bahia

Production area:Quilombola da Bacia e Vale do Iguape - Recôncavo Baiano - Cachoeira-Bahia territories

Other info

Categories

Fish, sea food and fish products

Nominated by:Alberto Viana de Campos Filho