Bacupari-do-cerrado

Ark of taste
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Cerrado bacupari or forest “caatinga” bacupari (Salacia crassifolia) is similar to the Asian lychee. It is uncommon and belongs to the Celastraceae botanical family. The tree can grow to a height of 1.50 to 3 m, with rough, grey bark. It usually grows in the tropical savannah in Cerrado and sometimes in forest areas, in specific areas in the Mata Atlântica, and in a few areas of western Bahia.

Cerrado covers an area of 2,036.448 square kms, corresponding to 22% of Brazil’s territory. It is Brazil’ second largest biome, with a very high biodiversity and with several endemic species, but it has lost quite a lot of its habitat because of human settling. In the past few years, there has been an increase in meat and grain production for export, with progressive loss of the region’s natural resources.

The plant produces small yellow flowers that open between July and September. The fruit has a gelatinous-looking flesh covering small seeds which grow to 3 cm in length. The rainy season, from November to May, is when the Cerrado bacupari are harvested: an integral part of agricultural income.

The fruit is usually eaten fresh for its sweet, flavourful flesh. When ripe, the fruit is orange with wrinkles that make it look rustic and even potentially ornamental. Its properties are anti-microbic, anti-fungal and anti-tumour. The fruit is not only for human consumption: it feeds mammals in extinction such as the maned wolf, the forest fox and the hoary fox.

Traditional Cerrado communities use it in various ways: fresh, in juice, in ice cream and in different sweets.

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O bacupari–do-Cerrado também chamado bacupari-da-caatinga (Salacia crassifolia) é similar ao fruto asiático lichia. Ele pode crescer em arbusto que varia entre 1,50 e 3 metros de altura e casca áspera e cinzenta. É uma planta de baixa ocorrência e pertencente à família botânica das Celastráceas. É geralmente encontrada nas vegetações cerrado e cerradão e ocasionalmente em áreas de floresta, em regiões específicas de Mata Atlântica, como em algumas localidades do oeste baiano.

O Cerrado ocupa uma área de 2.036.448 kmq, o que corresponde a 22% do território brasileiro. E’ o segundo maior bioma brasileiro, caracterizado por uma elevada biodiversidade e presença de espécies endêmicas. Ao mesmo tempo sofre uma excepcional perda de habitat, como consequência da ocupação humana. Nos últimos anos tem havido um aumento de produção de carne e grãos para exportação, com um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que têm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

A planta gera flores pequenas e amareladas, que abrem-se entre julho e setembro . O fruto é caracterizado por uma polpa de aparência gelatinosa que reveste uma semente de tamanho pequeno, que pode atingir até 3 cm de comprimento. O período chuvoso no bioma, de novembro a maio, é a época de colheita do bacupari-do-cerrado, que complementa a renda de agricultores familiares dedicados ao extrativismo.
Geralmente a fruta é consumida in natura e apresenta polpa adocicada e saborosa. Além do consumo humano, o bacupari-do-cerrado cumpre um importante papel para alimentação de mamíferos em extinção, como o lobo-guará, o cachorro-do-mato e a raposa-do-campo. Quando maduro, o fruto apresenta cor alaranjada com ranhuras que caracterizam um aspecto rústico, que também apresenta um potencial ornamental.
As comunidades tradicionais do Cerrado fazem uso do bacupari-do-cerrado além da alimentação (in natura, sucos, sorvetes e doces). As propriedades antimicrobianas, antifúngicas e antitumorais do fruto são potencializadas pela medicina popular do Cerrado.

Territory

StateBrazil
Region

Bahia

Paraná

Other info

Categories

Fruit, nuts and fruit preserves

Nominated by:Marcelo Kuhlmann, Sara Campos