Pepe rosa selvatico

Arca del Gusto
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Pimenta rosa (pepe rosa selvatico) è il nome dell’albero e del frutto che una volta essiccato viene usato come condimento. L’albero appartiene alla famiglia delle Anacardiaceae, raggiunge i 5-10 metri di altezza, chioma globosa e tronco dai 30 ai 60 cm di diametro, non particolarmente esigente in termini di suolo. Pianta mellifera, fiorisce principalmente tra Settembre e Gennaio, fruttifica tra Gennaio e Luglio ed è molto ricercata da uccelli e insetti. Somiglia al pepe nero, ma possiede un grado di piccantezza impercettibile e le sue principali caratteristiche organolettiche risiedono nel colore, l’aroma legnoso e profumato e un sapore leggermente amaro.
Dal Pernambuco al Rio Grande do Sul, oltre che nello stato di Minas Gerais e nel Mato Grosso do Sul, cresce spontaneamente in varie formazioni vegetali, ma si concentra per lo più nella fascia litoranea e in altitudine. Il disboscamento di questo ecosistema rappresenta un serio rischio di estinzione per le specie autoctone, tant’è che gli esemplari di pepe rosa selvatico sono sempre meno. Nelle regioni Sud e Sudest è stata utilizzata cospicuamente per il rinverdimento urbano, ma l’avanzare delle costruzioni nelle città e la riduzione delle aree verdi, fanno sì che oggi la sua presenza sia ridotta ad alcuni terreni o giardini domestici.
Per quanto riguarda il consumo, il pepe rosa selvatico è venduto all’ estero come prelibatezza ma è poco utilizzato nella cucina locale. Al di fuori del Brasile sono assai diffusi i frutti di Schinus molle, una pianta molto simile, ma originaria della regione andina.
Nella medicina tradizionale il pepe rosa selvatico è usato come antinfiammatorio, antispastico, tonico, diuretico, antileucorroico, emmenagogo, astringente, cicatrizzante e battericida. Presso le comunità indigene è utilizzato per curare il “sapinho” (candidosi orale) e il mal di denti. Oggi figura, nel censimento realizzato dal Ministero della Salute brasiliano, tra le 71 piante mediche d’interesse per il SUS (Sistema Unico di Salute). Il Ministero ne autorizza la prescrizione e la distribuzione, raccomandandone l’uso per la cura di ferite ed ulcere.
Secondo testimonianze risalenti al 1600, la pianta era usata per il suo potere odorifero – derivante dalla resina e dall’olio che si ottiene dalla distillazione delle foglie fresche – anche come repellente per la mosca domestica. Importante anche l’uso rituale nei candomblé come essenza balsamica.
La commercializzazione del pepe rosa selvatico, seppur recente (negli ultimi 8 o 9 anni), garantisce una fonte di reddito per coltivatori, commercianti ed esportatori, in particolare nello stato di Espírito Santo. La produzione su scala commerciale in Brasile è stimata in 300 tonnellate annue, di cui il 90% è destinato all’esportazione, prevalentemente verso l’Europa; al consumo interno è destinato il restante 10%. Per garantirne la qualità e la competitività sul mercato internazionale, è necessario che tutti gli attori coinvolti nella produzione della pimenta rosa siano in possesso di notevoli competenze e di alti livelli di organizzazione.

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Pimenta-rosa é o nome dado ao fruto desta aroeira que, quando seco, é comumente usado como condimento. Árvore pertencente à família das Anacardiáceas, atinge 5-10m de altura, de copa globosa e tronco de 30-60cm de diâmetro, e é pouco exigente em termos de solo. Melífera, floresce principalmente entre setembro e janeiro, frutificando entre janeiro e julho, sendo muito procurada por pássaros e insetos. Assemelha-se à pimenta-do-reino, porém não possui nível de pungência (ardor) que possa ser sentido, tendo nas características de cor, aroma amadeirado perfumado e leve sabor amargo suas principais características organolépticas.
Ocorre naturalmente do Pernambuco ao Rio Grande Sul, além de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, em várias formações vegetais, mas principalmente na restinga litorânea e na vegetação de altitude. O desmatamento deste ecossistema põe em grave perigo de extinção suas espécies nativas, tornando a ocorrência desta planta cada vez menor. Nos centros urbanos, foi amplamente utilizada para arborização nas regiões Sudeste e Sul, mas, dado ao avanço das construções nas cidades e a diminuição das áreas vegetadas, hoje se resume a presença pequena em alguns quintais.
No que se refere ao consumo, a pimenta-rosa é vendida como iguaria no exterior mas pouco valorizada e utilizada na culinária local. Fora do país é mais facilmente encontrados os frutos da Schinus molle, muito parecida e também conhecida como pimenta-rosa, mas nativa da região andina.
Na medicina tradicional é usada como antiinflamatória, antiespasmódica, tônica, diurética, antileucorreica, emenagoga, adstringente, cicatrizante e bactericida. Registra-se ainda seu uso pelos indígenas como droga no tratamento do “sapinho” e dores de dente. Atualmente é uma das 71 plantas medicinais listadas pelo Ministério da Saúde como de interesse ao SUS – Sistema Único de Saúde (RENISUS), autorizadas pelo Ministério da Saúde para serem receitadas e distribuídas; seu uso recomendado é contra ferimentos e úlceras.
Em relatos datados por volta do ano de 1600, a planta era utilizada como odorífero por causa de sua resina e de seu óleo, obtido da destilação de suas folhas frescas, que também servia para afastar moscas domésticas. Também tem importante uso ritualístico nos candomblés como balsâmico.
Com comercialização recente (cerca de 8 ou 9 anos) e ainda incipiente, é um elemento que contribui para a renda de grupos familiares, extrativistas, comerciantes e exportadores, com destaque para o Espírito Santo. Sua produção em escala comercial no Brasil é estimada em 300 toneladas ao ano, das quais 90% é destinado ao mercado externo, principalmente Europa, e somente 10% são consumidos internamente. Além disso, a produção no país precisa de muita organização e capacitação dos atores envolvidos para que se consiga um produto de qualidade e com competitividade no mercado internacional.

Territorio

NazioneBrasile
Regione

Pernambuco

Rio Grande do Sul

Area di produzione:Mata Atlântica

Altre informazioni

Categorie

Spezie, erbe selvatiche e condimenti

Segnalato da:Glenn Makuta, Gabriela Pakuczewsky