Miele di ape jataí

Arca del Gusto
Torna all'archivio >

L’ape Tetragonisca angustula è localmente nota anche come jataí-amarela, abelha-ouro, jati, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete-portas, três-portas e abelha de botas. La Tetragonisca angustula è un’ape sociale, non considerata aggressiva. Ha testa e torace neri, addome e zampe grigie e misura fino a 4 millimetri di lunghezza. Costruisce nidi fatti di cera in cavità naturali. L’ingresso al nido è un canale, di solito dotato di diverse ramificazioni: questo è il motivo per cui la specie è nota come sete-portas (“sette porte”) e três-portas (“tre porte”), che vengono chiuse ogni volta che si presenta un pericolo imminente.

La composizione del miele delle api senza pungiglione, più fluido e con una cristallizzazione più lenta, è diversa da quella del miele delle api Apis mellifera. Le api jataí normalmente si nutrono di piante basse o dal portamento strisciante, il loro miele è leggermente più acido del miele di altre api senza pungiglione e ha un contenuto di umidità compreso tra il 22% e il 27%. Il miele viene depositato in piccoli vasi ed è prodotto in quantità minori rispetto a melipone come le api uruçu, mandaçaia e manduri.

Prima dell’introduzione delle api del genere Apis, le api senza pungiglione erano le uniche mellifere e gli impollinatori più importanti nello stato di Bahia. Ancora oggi, nelle regioni semiaride del Brasile, sono tenute dai contadini con metodi artigianali, utilizzando sistemi di apicoltura basati su conoscenze popolari e tradizioni locali. Le api sono tenute in favi, vasi di terracotta, zucche e alveari di legno rudimentali. Il miele è destinato prevalentemente al consumo della famiglia o usato per scopi medicinali.
In Brasile, le api jataí si trovano negli stati di Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Secondo le informazioni a disposizione, in una stagione di buona fioritura le jataí possono produrre 1,5 litri di miele l’anno. Il miele di queste api è molto ricercato per le sue proprietà medicinali e immunologiche: è usato come antinfiammatorio, analgesico, sedativo, espettorante, desensibilizzante e antibatterico. È efficace anche in caso di occhi gonfi e per trattare la cataratta.

Le api indigene del Brasile sono minacciate da diversi fenomeni. Innanzitutto, la deforestazione, anche con incendi: le api vivono nelle cavità degli alberi che sono distrutti. Subiscono inoltre gli effetti dell’estrazione inadeguata del miele: i meleiros prelevano il miele nell’habitat naturale delle api e poi lasciano i favi a terra, che sono così distrutti dalle formiche. Sono attaccate da insetticidi e pesticidi, oltre che da ragni, formiche, uccelli, rettili, rospi, vespe, falene e persino api più grosse, oltre a molti altri predatori. Il cambiamento climatico, infine, causa periodi di prolungata siccità, provocando il declino della specie nelle regioni semiaride del Brasile, soprattutto negli anni recenti.

Torna all'archivio >
A Tetragonisca angustula (conhecida também como abelha-ouro, abelha-mirim, mosquitinha-verdadeira, sete portas, mosquitinho, jaty, jataí-amarela, Maria seca, abelha de botas e mosquito-amarelo) é uma pequena abelha brasileira, que mede aproximadamente 5mm e possui cor amarelo-ouro com salientes corbículas (ou cesta de pólen) em suas pernas traseiras. A morfologia da entrada do ninho é uma característica da espécie; um tubo de cera ou cerume, com pequenos orifícios em seu comprimento e abertura que permite a passagem de várias abelhas ao mesmo tempo. À noite esta entrada é fechada, como forma de proteção do ninho.
Esta espécie se diferencia das outras abelhas melíponas pela sua capacidade de nidificação e sobrevivência em espaço urbano, o que influencia positivamente ao sucesso evolutivo da espécie, face às ameaças que as mesmas vêm vivendo, no espaço rural. Ao mesmo tempo este fato à torna vulnerável à ações extrativistas. As queimadas, os desmatamentos, as mudanças climáticas e o uso desordenado de agrotóxico vêm representando uma forte redução de colônias da jataí.
No território do Piemonte da Diamantina, Bahia, quando criada racionalmente e tendo acesso a uma boa florada, a abelha jataí pode produzir entre 1 a 1,5 litros de mel/caixa/ano, o qual é colhido manualmente uma vez por ano. Não existe definição de uma época certa para a realização da colheita, pois essa atividade é regida pelas condições climáticas locais e desenvolvimento das colônias, mas na Caatinga, o período costuma iniciar-se logo após as primeiras chuvas, quando aparecem as plantas anuais e rasteiras.
Preservar a abelha jataí não garante somente o acesso ao seu saboroso mel, mas significa manter o equilíbrio do ecossistema e a diversidade da alimentação do ser humano, tendo em vista que este pequeno animal faz um grande trabalho, uma vez que é responsável pela polinização de muitas espécies vegetais nos biomas do Brasil.
Historicamente, as primeiras populações a manejar as abelhas nativas foram povos indígenas, adquirindo uma vasta experiência que foi transmitida inicialmente para os caboclos, ribeirinhos e logo difundida para as populações rurais.
Diversas populações indígenas possuem conhecimento de manejo de abelhas nativas e produção de méis. Tradicionalmente, no Nordeste do Brasil, o mel das abelhas nativas era usado principalmente como remédio. No semiárido baiano, as comunidades rurais acreditam que o uso do mel da abelha jataí tem efeito anti-inflamatório, sendo indicada principalmente para a cura de inflamação nos olhos, bronquite, tosse, além de ser cicatrizante, entre outros usos e preparos.
Apesar do seu delicioso sabor e aroma, o mel silvestre da abelha jataí é pouco consumido como alimento pelos sertanejos, provavelmente em função da quantidade produzida por estas abelhas, considerada pequena quando comparada a outras espécies.


Territorio

NazioneBrasile
Regione

Bahia

Altre informazioni

Categorie

Insetti

Miele