Capiçoba

Arca del Gusto
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A capiçoba é uma espécie botânica da família Asteraceae, também chamada gondó, maria-gondó, capiçova, cariçoba, caperiçoba, copiçoba, capiçoba-vermelha, caruru amargoso, voadeira-preta, maria-gomes e maria-nica.
É nativa da América do Sul, e encontra-se hoje difusa desde o México até a Argentina. Também foi introduzida em algumas ilhas do Pacífico, onde se tornou invasora, na Ásia tropical, e no Norte da Austrália.

A denominação “valerianifolius”, derivada do latim, significa “com folha de valeriana", acusando a semelhança no formato das folhas da capiçoba com esta outra espécie. Os nomes populares capiçova e capiçoba provêm das palavras tupi ka' pii “erva” e sowa “folha” e também parecem ressaltar a particularidade da forma.

É uma herbácea anual, de caule estriado, folhas vigorosas e profundamente recortadas, que exalam um perfume característico; medem de 50 cm até quase 2m de altura, são de fácil cultivo e pouco exigentes em relação ao solo. O ciclo da planta se encerra após a floração e produção de sementes. As sementes são leves e aladas, o que facilita sua dispersão.

É uma planta subespontânea em áreas antropizadas, o que significa que passa a nascer e se multiplicar sozinha, depois de levada para algum local pelas pessoas. No meio agricolo, chega a ser considerada uma praga entre quem desconhece seu sabor e benefícios (de acordo com Kinupp, principalmente na planície litorânea, em solos úmidos e lavouras). Em terrenos desmatados, queimados e degradados, a gondó é uma das primeiras a se estabelecer.

A planta foi citada como hortaliça folhosa em um levantamento do IBGE de 1970, e está presente em hortas caseiras em cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, em localidades como Igarapé, Serra do Caraças e entre outras.

Existem duas espécies de capiçoba, uma delas geralmente mais amarga ou “brava” (Erechtites hieraciifolius), adaptada a situações mais ensolaradas, com folhas onduladas e menos recortadas, em tons de vermelho e roxo, além de flores amareladas. Esta variedade deve ser consumida com ressalvas ou não consumida. A variedade “mansa” (Erechites valerianifolius), mais utilizada na culinária dos quintais em Minas Gerais , é conhecida localmente também como gondó, ou maria-gondó, gosta de terrenos mais sombreados e férteis, tem tom esverdeado e folhas mais repartidas em folíolos (as subdivisões das folhas), além de flores em tom rosado.

A capiçoba costuma ser colhida cortando-se toda a planta acima do solo, antes da floração, o que leva a planta a rebrotar uma ou duas vezes. Depois da floração, a planta seca e morre. Em pouca quantidade pode ser consumida crua, embora na dúvida da origem “mansa” ou “brava”, seja recomendado um leve branqueamento, por segurança. Comem-se as folhas, talos e inflorescências.

A gondó é rica em ferro, vitamina A, proteínas, zinco e fósforo. Há relatos do seu uso histórico no combate à anemia em crianças quilombolas da área de Diamantina.

Apesar da inegável ligação com a cultura alimentar local de algumas regiões de Minas, é difícil encontrar a gondó ou copiçoba nos mercados e comércios das cidades, salvo em algumas feiras de venda direta de produtores. A planta aparece em preparações de cozinheiros e cozinheiras durante festivais de cultura e gastronomia, eventos e publicações, mas tem potencial para fazer parte frequente do cardápio de restaurantes locais e do cotidiano de mineiros e brasileiros.

Valorizar a capiçoca é fortalecer a cultura alimentar de comunidades tradicionais, quilombolas e habitantes da zona rural de Minas Gerais. Representa a difusão de alternativas alimentares acessíveis, em substituição às culturas menos adaptadas e dependentes de fertilizantes e fitoquímicos.

A capiçoba é preparada, entre outros, na forma de refogados em óleo ou gordura e temperos, como verdura ou molho, acompanhando outras preparações (em Minas com o angu, o feijão, a canjiquinha, a carne de porco, o frango), no Paraná, com arroz, e mais. Podem ser usadas em recheios de omeletes, bolinhos fritos, tortas e pastéis. Costuma-se fazer um leve branqueamento (passagem rápida em água fervendo) antes de se consumir ou refogar. Seu sabor e perfume únicos são muito apreciados, podem lembrar a erva jambu, a salsinha e a manga verde, com um pequeno traço amargo e leve picância.

Prefira a variedade “mansa”, de folhas verdes e flores rosadas. Consuma com moderação e, de preferência, colete as folhas antes da floração.

Territorio

NazioneBrasile
Regione

Bahia

Minas Gerais

Paraná

Rio Grande do Sul

São Paulo

Area di produzione:Costa brasiliana, da Bahia al Rio Grande do Sul, al sud est del Minas Gerais, São Paulo e Paraná

Altre informazioni

Categorie

Ortaggi e conserve vegetali

Segnalato da:Fernanda Testa Monteiro, Marcelo Aragão de Podestá, Jerônimo Villas-Bôas