Miele di ape uruçu de chão

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Abelha Uruçu de Chão

L‘ape uruçu de chão o aruçu (Melipona quinquefasciata) è endemica di alcuni altipiani brasiliani, dove nidifica direttamente nel terreno, infilandosi nei buchi lasciati dalle formiche tagliafoglie. Sull’altopiano della Chapada di Araripe, in particolare, in un’area protetta, trova un ambiente particolarmente incontaminato. E’ molto rara, docile e resistente, ed è molto importante per l’impollinazione della flora locale. Associata alla presenza di quest’ape è la liana croapé, conosciuta con il nome “vite” perché i suoi fiori sembrano grappoli di uva. Le fioriture di questa pianta si sviluppano nei mesi più aridi, tra settembre e dicembre.
E’ una specie selvatica ma viene anche allevata in orci di terracotta di varie dimensioni e formati che rendono più facile la gestione dell’alveare e l’estrazione del miele, del polline e della cera. L’allevamento è molto difficile, pochi riescono a gestire un alveare, recuperandone il miele senza danneggiare il nido. Sulla Serra dos Paus Dóias una trentina di famiglie la custodisce con grande cura.
Il suo miele è di grande qualità, denso e un poco acidulo, molto ricercato sul mercato. Si consuma puro, o miscelato con farina di manioca, ottenendo così un cibo molto energetico, o ancora come integratore in caso di raffreddore e influenza. E’ molto adatto anche al trattamento delle lesioni. A causa della forte domanda, e poiché costituisce un’importante fonte di reddito durante la stagione secca, i raccoglitori di miele saccheggiano le colonie senza curarsi dei danni causati agli alveari. Altri fattori che mettono in crisi la sopravvivenza di quest’ape sono l’uso dei trattori per arare e piantare e l’allevamento estensivo specialmente bovino. Gli ingressi dei nidi sono infatti facilmente interrati, chiusi, in seguito al calpestio e al compattamento del terreno. L’uso di pesticidi per controllare le formiche tagliafoglie e gli attacchi dei predatori naturali (foridi e gechi) danneggiano ulteriormente le colonie.

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A uruçu-de-chão é uma abelha sem ferrão brasileira, que se caracteriza por nidificar no solo.
A espécie tem registro geográfico nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil. No Nordeste a espécie é encontrada na Chapada do Araripe, que é uma Área de Proteção Ambiental (categoria APA), onde a uruçu-de-chão encontra o lugar ideal para nidificar, ou seja, construir seu ninho (colônia), pois, faz o ninho no chão, utilizando os buracos das formigas saúvas.
A uruçu-de-chão pode nidificar a profundidades que variam de 40 cm a 4,80 m e o volume dependem das características do cupinzeiro ou formigueiro abandonado ou, ainda, da falha geológica natural que as abelhas encontrarem.
Seu nome (M. quinquefasciata) vem exatamente da presença das 5 listras presentes no seu abdome. A espécie mede cerca de 10,5 mm de comprimento e possui cabeça e tórax pretos e asas amareladas. É uma abelha, dócil, resistente e importante para a polinização da flora local.
Associada a essa espécie de abelha a região tem um cipó, chamado de croapé, também conhecido por cipó-uva, por suas flores se assemelharem a um cacho de uvas. Esta planta tem uma florada excepcional entre os meses de setembro e dezembro, no auge da seca, verão no semiárido nordestino. A uruçu-de-chão são ótimas polinizadoras, em especial do cambuí, fruta muita apreciada, pertencente a família das Mirtáceas, nativa da região, cuja flor é um alimento para a abelha no verão (pólen-proteína).
O mel produzido por esta abelha é único em seu sabor, densidade, qualidade e aroma, com um toque peculiar e sabor característico, que varia de acordo com a florada local. Muito utilizado na medicina popular para resfriados e chás caseiros.
A área histórica de produção é a região do Araripe pernambucano e cearense, conhecida como Serra dos Paus Dóias, na cidade de Exu, PE e distrito de Dom Leme, em Santana do Cariri, CE. Área de ocorrência da espécie é em torno de 23 km², em altitude que varia entre 700 e 900 metros.
A região é de formação do período do Cretáceo, de solo sedimentar, com grande profundidade e bem drenado. Com clima ameno à noite e picos de calor no verão durante o dia e chuvas que variam em torno de 1035 mm em média por ano. Esse clima e as estações são bem definidos durante o ano, no primeiro semestre frio e úmido e no segundo semestre quente e seco.
A espécie ocorre em outra área da Chapada do Araripe, na divisa do estado de Pernambuco com o estado do Ceará, entre os municípios de Moreilândia-PE e Crato-CE. Ocasionalmente a uruçu-de-chão é encontrada em áreas que delimitam com as de sua ocorrência natural. Necessita-se, porém, de mais estudos sobre a espécie e seus potenciais.
Atualmente a espécie é criada em panelas de barro (cerâmica), de diversos tamanhos e formatos. O que facilita o manejo e a extração do mel, pólen, cera, esses dois últimos produtos menos utilizados pela população local.
A iniciativa da criação racional das abelhas iniciou-se com as famílias isoladas, em diferentes municípios e comunidades dos estados de Pernambuco e do Ceará, na Chapada do Araripe. Região que, na verdade, é uma sequência contínua de terras com essa divisão geopolítica, na divisa entre estados e municípios. Essas famílias, ao longo do tempo, passaram a ter nesta abelha uma fonte de alimento e renda fixa todos os anos, em especial no verão, época mais difícil de produzir outros alimentos por causa da seca. Antes as colônias de uruçu-de-chão eram muito predadas pelos meleiros da região: as abelhas são sensíveis ao manejo e abandonam a colônia após a retirada do mel. A grande maioria dos integrantes da colônia morria, pois ficava exposta ao sol e aos predadores.
Ao longo do tempo as pessoas começaram a preparar locais dentro do solo (arranchavam nas barreiras que elas mesmas escavavam e colocavam o ninho lá). Aos poucos isso foi sendo feito para salvar ninhos. Nos últimos 20 anos a espécie vem sendo criada por muitas famílias de diversas formas, desde panelas de barro simples, potes ou recipientes cerâmicos especialmente confeccionados localmente para a criação dessa espécie de abelha nativa. A comunidade é composta por 450 pessoas; envolvidos com a criação das abelhas uruçu-de-chão são em torno de 30 famílias e 150 pessoas.
A extração do mel no modo tradicional é retirar os potes de mel da colônia no solo e espremer esses potes com as mãos, deixando o mel sujo: como o ninho fica no solo, tem muita terra, poeira ao redor, ficando muito pó de terra ou argila em suspensão dentro mel. Fato que, segundo a tradição local, da certa garantia de que o mel é puro, pois, foi coletado na fonte e não tem misturas (batizado) com mel de Apis melífera, abelhas africanizadas, o que muitas vezes tira a credibilidade da pureza do mel dessa espécie.
O mel é comercializado na própria comunidade, entre as famílias, e com atravessadores, na feira livre e agroecológica, no varejo, em restaurantes, bares, supermercados e outros. O valor do mel depende muito de quem o maneja e colhe. Seu preço do mínimo de R$ 15,00 reais o litro, podendo chegar a mais de R$ 100,00 o litro.
Por sua alta procura e fonte de renda no período da seca, ocorre uma grande busca pelas colônias existentes na natureza pelos meleiros da comunidade e região. Com esta atividade ocorre extração de baixo aproveitamento, uma vez que só se retira o mel, descartando o ninho, a cera e deixando as abelhas à própria sorte. Outros fatores são a mecanização das áreas cultivadas, com uso de tratores para aração e plantios, além da criação extensiva de animais, em especial os bovinos, fato que vem diminuindo os ninhos e colônias na região, pelo pisoteio/compactação e soterramento dos canais que ligam a entrada ao ninho. O uso de agrotóxicos no controle da formiga saúva também prejudica sua multiplicação natural. O ataque de predadores naturais também ocorre, a exemplo de forídeos e lagartixas, entre outros.
O mel da abelha uruçu-de-chão, é consumido de várias formas e em diversos momentos. É um alimento muito apreciado puro ou misturado à farinha de mandioca como energético, consumido tanto por adultos como pelas crianças. É utilizado no tratamento de ferimentos, dor de ouvido, como complemento alimentar no controle de resfriados e gripes, entre outros.

O produto é ligado a Comunidade da Serra dos Paus Dóias, zona rural do município de Exu-PE, localizado na Chapada do Araripe, nas divisa dos estados de Pernambuco e Ceará. Com produção variando de acordo com o ciclo das chuvas, em média temos a produção de um a três litros por colônia de abelha ao ano. A produção total média é de 500 litros de mel por ano. Parte disso vem das criações das famílias, outra parte é da extração diretamente das colônias do ambiente.
Nos últimos 8 anos a AGRODÓIA - Associação dos/as Agricultores/as Familiares da Serra dos Paus Dóias - tem provocado as famílias para a organização da produção, conservação e multiplicação da uruçu-de-chão. Também chama atenção pros cuidados nas formas de colheita, envasamento, rotulagem e comercialização do mel, presente nos eventos da agricultura familiar da região chegando, em alguns momentos, aos eventos nacionais.


Territorio

NazioneBrasile
Regione

Ceará

Pernambuco

Altre informazioni

Categorie

Insetti

Miele