Pitanga

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Pitanga

Pitanga (Eugenia uniflora) is a tree or shrub that is native to western, central and northern Uruguay, southern Brazil and other South American regions. It is also known locally in Uruguay as ñangapiré. It usually grows in coastal mountains and gorges. Its foliage is green and persistent or semi-deciduous. It sometimes has purplish red leaves in the winter, and shades of purple dominate in the new shoots. It has simple leaves with pleasant aroma. Pitanga flowers are white with long, fragile stems. Flowering in the spring, it produces many beautiful flowers that attract bees. Pitanga fruit ripens in November and December, and many trees may have a second bloom in the summer (January and February in Uruguay) and are harvested in March and April. It is a highly productive plant with concentrated harvest. The fruits are small in size and come in many different colors including orange, red, purple and almost black, with ribs that can be very marked or less so. Fruits contain one or two large seeds. They have distinctive flavor that is sweet with the presence of tannins. Pitanga has a short shelf life, and the fruits are highly sought after by birds that naturally spread the species. They can be eaten fresh or be processed to create very good liqueurs, juices, ice cream, sauces and more. They have a high content of antioxidant compounds and medicinal properties. In 2013, the commercial production of fresh pitanga fruit was about 500 kg, of which about 200 kg were used to produce jams and liqueurs while the remaining 300 kg were processed and sold as frozen pulp for gastronomy. In Uruguay, there are four commercial producers of pitanga.

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A pitangueira é uma árvore frutífera, que até alguns anos costumava ser muito comum nos pomares domésticos de todo o país, assim como nas calçadas das cidades em áreas onde a planta ocorre naturalmente.

A palavra "pitanga" vem do termo tupi antigo ybápytanga, que significa "fruto avermelhado" (ybá, "fruto" + pytang, "avermelhado" + a, sufixo).(4), numa referência à cor mais comum do fruto.

Característica da Mata Atlântica, é uma árvore semi-decídua (perde parte de suas folhas durante o seu ciclo anual), com tamanho variando entre 6 e 12 metros. Possui folhas aromáticas e lisas, flores brancas solitárias que se formam entre agosto e novembro.

Os frutos pequenos (3-4cm de diâmetro), globosos, com caroço central (drupa), amadurecem entre outubro e janeiro. Podem ter coloração laranja clara, vermelha ou preta (mais rara), dependendo da variedade e em uma mesma árvore, o fruto poderá ter desde as cores verde, amarelo e alaranjado até a cor vermelho-intenso, de acordo com o grau de maturação. Possui polpa suculenta, doce ou acidulada, que pode apresentar adstringência. Os frutos são muito apreciados por animais silvestres, que funcionam como grandes dispersores de sementes.

Os frutos são consumidos maduros e frescos ou transformados imediatamente em sucos, geleias e conservas, pois, assim como outras frutas nativas deste bioma, são bastante delicados e perecíveis.

A tradição popular atribui qualidades terapêuticas às infusões feitas com as folhas verdes ou secas da pitangueira (chá de pitanga ou chá de pitangueira)(3), usada para tratar cefaléias, desinterias, reumatismo, febre, vermes e como calmante. Entre os princípios ativos estão taninos, sais de cálcio, ferro, vitamina C, entre outros.

De fácil multiplicação e plantio, a pitangueira se dá bem em quase todo tipo de solo, incluindo os terrenos arenosos junto às praias e terrenos secos. Ela pode ser usada na recuperação de áreas degradadas, inseridas ao interno de sistemas agroflorestais.(2)

A pitangueira era parte da paisagem e do ambiente doméstico dos sítios, fazendas e chácaras, calçadas urbanas e quintas de zonas residenciais. Os caroços volumosos, o contraste do doce com o ácido da escassa polpa, o perfume e as safras abundantes, certamente marcaram a frutificação da pitanga na memória de várias gerações.

Com a mudança dos hábitos e maior densidade populacional nas cidades, a pitangueira desapareceu da maioria dos quintais e calçadas brasileiras, de onde podiam ser colhidas e degustadas diretamente do pé. O fruto delicado não suporta o transporte e por isso, não chega até os mercados pela grande distribuição.

Por estas razões, a pitanga é cada vez menos presente no imaginário, na bagagem gustativa e na alimentação dos brasileiros. Portanto, valorizá-la significa defender a agrobiodiversidade e resgatar o potencial desta incrível espécie nativa.

As folhas e os brotinhos mais jovens, de coloração avermelhada, são macios e saborosos. Quando verdes, são mais firmes, mas bastante aromáticas, e podem ser batidas no liquidificador com sucos ou fatiadas finamente para usar como tempero de sopas, moquecas, como condimento em limonadas, sucos, refrescos, caipirinhas e outros. As folhas mais velhas são mais fibrosas, mas podem ser fatiadas e usadas para temperar arroz, curries, pratos com peixes e aves ou batidas no liquidificador para incrementar sucos.

Os frutos maduros dão origem à geleias, molhos, licores, vinagres, quando cozidos e a sucos, vitaminas e sorvetes quando frescos.