Ora pro nobis

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Also known as lobrobó, cabrobó, rose wood, jumbeba, Barbado, gooseberries, American currant, creeping lemon and guaiapá, (a native word that means “fruit with thorns”), Peireskia aculeata is a perennial plant that belongs to the cactus family that is present in the inter-tropical zone of the Americas.

It grows as either a bush or a climbing plant, with thorny stems, large and juicy leaves, pink or white flowers and small yellow berries. The scientific name comes from the French astronomer and botanist Nicolas-Claude Fabri de Peiresc (1580 – 1637), while its bizarre local name – according to one anecdote – seems to be linked to a priest who grew it for his own use, while at the same time he prohibited others from growing the plant. The faithful therefore took advantage of religious rites (during the ora pro nobis) to harvest the berries.

The plant is used as a hedge, thanks to its sharp thorns, resistance and stoutness, but also in beekeeping, thanks to its good production of pollen and nectar. In traditional medicine, the product is known for curing inflammations and is used to cure burns. The leaves, either fresh or dried, when turned to powder, are used as a supplement to fight off anemia (it is also known as “poor people’s meat). The leaves are rich in mucilage (which helps keep the intestines in good order), protein, vitamines A, B and C, iron, calcium and phosphorus.

In local cuisine, the leaves and flowers are used to prepare soups, omelettes, hearty cakes, stewed and in salads. Even the berries, which are delicate and sweet, are edible. The use and selling of this product is minimal, and is concentrated for the most part in a few cities of Minas Gerais, where it is served in traditional dishes of pork, chicken and duck. Although the plant is widespread throughout Minas Gerais, and especially in the Serra da Piedade region (about 30 km outside of Belo Horizonte) in gardens, vegetable gardens and flower beds, its use in the kitchen is basically limited to the cities Diamantina, Tiradentes, São João Del Rey and Sabara. In this last city, there is a festival in the middle of Mary for this product.

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O ora-pro-nóbis é uma hortaliça perene da família das cactáceas, originária da zona intertropical das Américas, sendo possível encontrar variedades nativas desde a Flórida, nos Estados Unidos, a região sul do Brasil.

É uma planta rústica e resistente, que se apresenta na forma arbustiva ou trepadeira, com ramos semi lenhosos, repletos de espinhos agudos (acúleos), folhas carnudas e mucilaginosas.

De fácil cultivo e alto valor nutricional, a planta se desenvolve bem em vários tipos de solo e se adapta facilmente a diversos climas, podendo chegar até 5 metros de altura. As pequenas flores brancas, com miolo alaranjado, são perfumadas e ricas em pólen e néctar. Nascem de janeiro a abril e duram apenas um dia. São muito procuradas pelas abelhas. Os frutos ocorrem de junho a julho, pequenas bagas amarelas, redondas e sem muito sabor.

A expressão “ora pro nóbis” vem do Latim, e significa em português “Orai por nós”. Conta a lenda dos tempos coloniais, que na cidade de Sabará em Minas Gerais, a igreja da cidade possuía grandes moitas de ora-pro-nóbis, mas o padre não permitia que ela fosse colhida. Os escravos então, aproveitavam o momento das orações na igreja, geralmente bem extensas, para colherem sem serem vistos a hortaliça.

Rica em vitaminas A, B, C, proteína (até 25% da matéria seca), magnésio, fosforo e cálcio, as folhas do ora-pro-nóbis, frescas ou secas, são saborosas e podem ajudar a curar anemias e outras carências nutricionais. Devido a presença de mucilagem nas folhas, a planta auxilia no bom funcionamento intestinal e no aumento da imunidade.

A hortaliça é muito pouco conhecida fora de Minas Gerais e raramente cultivada comercialmente, embora represente uma ótima alternativa comercial e gastronômica que, além dos valores nutricionais e medicinais, cresce rapidamente e dispensa tecnologia avançada, adubação e agrotóxicos.

O cultivo e beneficiamento do ora-pro-nóbis poderia contribuir para o equilíbrio dos recursos alimentícios de inteiras comunidades e integrar planos de governo na recuperação de áreas degradadas e no combate à fome em regiões áridas.


O marreco e o frango com ora-pro-nóbis de Pompéu

O Arraial de Pompéu, pertencente à cidade histórica de Sabará, em Minas Gerais, é conhecido pelo frango com ora-pro-nóbis, oferecido nos restaurantes da região e durante o Festival do Ora-pro-nóbis, realizado anualmente.

A relação da comunidade com o ora-pro-nóbis começa a partir de Dona Maria Torres, moradora de Pompéu, que durante o 1º Festival da Cachaça de Sabará, montou uma barraca onde serviu marreco com ora-pro-nóbis, prato de sua criação. A inusitada história dos marrecos, criados pela própria Dona Maria e a invenção do prato, são contadas cem detalhes por seu filho (link). O fato é que no Festival seguinte, Dona Maria participou com a mesma receita e, em poucas horas, acabou com seu estoque de marrecos. Para continuar a servir o público faminto, Dona Maria teve que adaptar a receita e usar o frango.

O ora-pro-nóbis passou a ser um ingrediente obrigatório em todas as festividades na cidade, inicialmente na barraca e no restaurante de Dona Maria, mas logo em seguida nos cardápios dos diversos restaurantes da cidade e no Festival do Ora-pro-nóbis, hoje em sua 19ª edição.

O sucesso do ora-pro-nóbis trouxe renda para as famílias de Pompéu e fortaleceu a identidade da comunidade, agora reunida ao redor desta planta generosa e versátil, que hoje é utilizada não só na combinação clássica com carnes ensopadas, mas também em sopas, tortas, bolinhos, doces, sorvetes, licores e outros pratos criativos.

As folhas frescas ou secas e moídas, elas são usadas em diferentes receitas, especialmente em sopas, omeletes, tortas, refogados, saladas, misturadas com farinha para enriquecer massas e pães em geral, garantindo um sabor especial e maior riqueza nutricional.

O frango, a galinha caipira e a costelinha com ora-pro-nóbis são combinações tradicionais da culinária mineira, servidos diariamente nas cidades históricas do estado, como Diamantina, Tiradentes, São João Del Rey e Sabará, além de alguns restaurantes em Belo Horizonte.

Territory

StateBrazil
Region

Minas Gerais

Other info

Categories

Vegetables and vegetable preserves

Nominated by:Leonardo Koury Martins, Bernadete Guimarães Silva, Danielle Rodrigues de Souza, Ana Carolina de Assis Ribeiro